sábado, 24 de maio de 2008

Esboços de Pregação




FORÇA, ESFORÇO E FÉ 
Hb 11.32-34

INTRODUÇÃO: Uma definição resumida dos três substantivos usados no tema da mensagem é:
FORÇA (sub. fem) - Capacidade para cumprir determinada tarefa. Potencial humano;
ESFORÇO (sub. masc.) - É fazer além das forças, mais do que é capaz para alcançar seus objetivos;
FÉ (sub. fem.) - Confiança absoluta que nos impulsiona a continuar.

Portanto, assim podemos dizer que:

I - FORÇA É A AÇÃO PARA REALIZAR.
1. Foi o que o anjo falou a Gideão: Vai nessa tua força... - Jz 6.14
2. Tudo o que vier às nossas mãos para ser feito, devemos fazer segundo as nossas forças, é nossa responsabilidade - Ec 9.10
3. Mas, se na adversidade nos entregarmos ao fracasso, a nossa força vai se esvair e nada vamos realizar, só lamentar - Pv 24.10.

II - ESFORÇO É A REAÇÃO PARA CONQUISTAR.
1. Diante da relutância de Josué em aceitar a tarefa de conduzir o povo, Deus lhe diz: "Não tu mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo" - Js 1.9.
2. É sempre proveitoso o esforço empregado, há uma recompensa, há uma conquista no final quando reagimos à situação - 2Cr 15.7
3. O próprio reino dos céus é tomado por esforço, e somente aqueles que se esforçam hão de tomar posse dele - Mt 11.12.

III - FÉ Á CONVICÇÃO PARA CONTINUAR.
1. A exata definição bíblica para fé diz respeito a certeza de coisas que se esperam e convicção de fatos que não se vêem - Hb 11.1
2. Aquele que foi justificado pela fé, também deve viva pela fé. Mas se este recuar de uma vida de fé, o Senhor não tem nele prazer algum - Hb 10.38
3. Se a fé é a convicção para continuarmos agindo e reagindo às situações da vida, o não fazer assim, é ter uma fé morta em si mesma - Tg 2.17.

CONCLUSÃO: Há situações na vida que nos faz parar sem forças para agir, mas é nesse momento que precisamos reagir no esforço para mudar tal situação. Porém, isso só será possível se estivermos embasados na genuína fé em Deus por meio de Sua palavra e promessas.

_______________________________________________________


O CRESCIMENTO EQUILIBRADO DA VIDA CRISTÃ
2Pd 3.18


INTRODUÇÃO: Podemos encontrar três tipos de diferentes de crentes na igreja quanto ao crescimento na vida cristã, ou seja, aquele que tem CALOR SEM LUZ; Outro que tem LUZ SEM CALOR; E outro que tem CALOR E LUZ.


I. CALOR SEM LUZ: TEM A GRAÇA SEM O CONHECIMENTO.
1. Este tipo de crente espiritualiza tudo.
1.1. ... Acha que a letra mata, e que só vale o espiritual (2Co 3.6b).
1.2. Mas a falta de conhecimento destrói (Os 4.6).
1.3. O conhecimento deve ser progressivo, constante. (Os 6.3).
1.4. Sem o conhecimento corre-se o risco de aceitar falsas doutrinas. (Ef 4.14,15).
1.5. O crente precisa examinar diariamente as Escrituras (At 17.11).
1.6. A Palavra nos prepara para toda a boa obra (2Tm 3.16,17).
1.7. Alcançamos elevado entendimento pela Palavra (Sl 119.99).
1.8. A Palavra dá luz e entendimento (Sl 119.130).
1.9. O verdadeiro culto é também “culto racional” (Rm 12.1).


II. LUZ SEM CALOR: TEM O CONHECIMENTO SEM A GRAÇA.
1. Este tipo de crente racionaliza tudo.
1.1. A Palavra não deve estar apenas na boca, mas também no coração (Rm 10.8).
1.2. O reino de Deus consiste tanto em Palavra como em poder (1Co 4.20).
1.3. Devemos praticar o exercício de uma vida piedosa (1Tm 4.7b).
1.4. Precisamos confiar no Senhor e não nos sustentar apenas no nosso entendimento (Pv 3.5).
1.5. Não temos capacidade própria; a nossa capacidade vem de Deus, (2Co 3.5).
1.6. A nossa união com o Senhor nos faz participantes do espiritual com Ele (1Co 6.7).
1.8. É o Espírito Santo quem nos guia em toda a verdade (Jo 16.13)
1.9. As coisas de Deus são segundo o Espírito de Deus e não segundo a carne (Zc 4.6).


III. CALOR E LUZ: TEM A GRAÇA E O CONHECIMENTO.
1. Este tipo de crente evita os extremos.
1.1. Ele conhece as Escrituras e o poder de Deus (Mt 22.29).
1.2. O cristão deve ter boa reputação, ser cheios do Espírito Santo e de sabedoria, (At 6.3).
1.3.Oramos com o espírito, mas também oraamos com o entendimento; cantamos com o espírito, mas também cantamos com o entendimento. (1Co 14.15).
1.4. A finalidade de usarmos as armas espirituais e poderosas em Deus é levar cativo todo entendimento à obediência de Cristo, (1Co 10.4,5).
1.5. Precisamos de prepara constante, para dar a resposta a qualquer um que pedir a razão da nossa esperança, (1Pd 3.15).
1.6. Devemos cultivemos uma parceria com o Espírito Santo (At 15.28a).
1.7. Crer é também pensar, pois a fé nos faz entender a criação de Deus (Hb 11.3).


CONCLUSÃO:
Ser religioso sem ser espiritual é formalismo. Exagerar no espiritual sem ser racional é fanatismo. O Senhor Jesus é o nosso exemplo maior. Quando na terra como homem, Ele cresceu de maneira completa e equilibrada (Lc 2.52): Crescia em sabedoria (Intelectual); Em estatura (Físico); Em graça para com Deus (Espiritual); Em graça para com os homens (Social).
_________________________________________________________

MILÊNIO – O GLORIOSO REINO DO MESSIAS
Ap 20.1-10

INTRODUÇÃO: Estamos diante de uma das passagens mais discutidas das Escrituras. Há três correntes de interpretação de Apocalipse 20 concernente ao Reino Milenar: Amilenismo, pós-milenismo e pré-milenismo.


I - O QUE É REALMENTE O MILÊNIO?
1.É a sétima dispensação do governo divino.
2.É o cumprimento das alianças de Deus com Israel.
2.1. Podemos destacar quatro alianças de Deus com Israel que se cumprião no milenar:
2.1.1.
Aliança Abraâmica. (Mq 7. 19,20; Is 10.21,22);

2.1.2. Aliança Davídica. (Jr 23. 5,6);
2.1.3. Aliança Palestínica. (Is 11.11,12; Mq 2.12);
2.1.4. A Nova Aliança.
3. O milênio será o reino de Deus na terra.

II. QUANDO SERÁ O MILÊNIO?
1. Será após a segunda vinda de Cristo.
1.1. A segunda vinda de Cristo ocorrerá em duas fases distintas:
1.1.1.
Para o arrebatar a Igreja, antes da Grande Tribulação (1Co 15.51,52; 1Ts 4.16-18);

1.1.2. Após os 7 anos da Tribulação virá com a Igreja em glória, (Mt 24.27-30; Jd 14,15; Ap 1.7).
1.2. Ocorrerão alguns eventos como preparação para o reino milenar, veja:
1.2.1. A Besta e o Falso Profeta serão lançados vivos no lago de fogo. (Ap 19.11,12,16,17,19-20);
1.2.2. Um anjo lançará Satanás no abismo, onde permanecerá por todo o milênio (Ap 20.1-3);
1.2.3. A batalha do Armagedom findará e a Grande Tribulação terá fim (Zc 14.2-5);
1.2.4. O Israel fiel será salvo ao reconhecer a Jesus como O Messias. (Zc 12.10,11; 13.6,9);
1.2.5. Os mártires da Grande Tribulação ressuscitarão e se juntarão à Igreja (Ap 13.15; 20.4);
1.2.6.Ocorrerá o julgamento das nações antes da inauguração da era milenar (Mt 25.31-46).
1.3. haverá três classes de pessoas no julgamento das nações:
1.3.1. As ovelhas, são os povos pacíficos, amigos de Israel;
1.3.2. Os bodes são os povos sanguinários e perseguidores de Israel;
1.3.3. Os irmãos são os judeus, irmãos de Jesus segundo a carne (Mt 28.10).


III. QUEM ESTARÁ NA TERRA NO MILÊNIO?
1. Somente os salvos.
1.1. O Israel fiel e os gentios salvos das nações (Dn 7.18,22,27; Zc 14.16);
1.1.1. Os judeus serão a cabeça federativa do governo milenar.
1.1.2. A sede do governo será Jerusalém, de onde sairá tanto as diretrizes (Mq 4.2),
1.1.3. Os judeus ocuparão o centro da história mundial (Zc 8.23);
2. Todos os que participaram da primeira ressurreição.
2.1. Isto inclui os santos do A.T os salvos da Igreja e os mártires da Grande Tribulação (2 Tm 2.12a; Ap 20.4,6);
3. No milênio haverá dois grupos de pessoas:
3.1. Os crentes glorificados que habitarão a cidade celestial (1 Co 15.40; 2 Co 5.2).
3.2. Os vivos em corpos naturais. Estes habitarão a Jerusalém terrestre.


IV. QUAIS OS OBJETIVOS DO MILÊNIO?
1. Exaltar a Cristo (Fp 2.9-11);
2. Manifestar o reino de Deus na sua plenitude (Mt 6.10);
3. Mostrar um governo de justiça e equidade (Is 11.4,5;);
4. Deixar claro que o reino pertence a Cristo (Sl 2.1-12).


V. COMO SERÁ O MILÊNIO?
1. Bênçãos serão derramadas na terra no reino milenar do Senhor Jesus como podemos ver:
1.1. Reinará a Paz (Is 2.4; 9.6);
1.2. Haverá Proteção (Is 62.8,9);
1.3. Os animais perderão a ferocidade (Is 11.6-8; 65.25);
1.4. Não haverá enfermos nem deformados (Is 33.24);
1.5. A vida será prolongada (Is 65.20);
1.6. Aumentará a taxa de natalidade (Ez 47.22; Zc 10.8);
1.7. Todos falarão um só idioma (Sf 3.9);
1.8. A luz do sol e da lua aumentará (Is 30.26);
1.9. As forças da natureza serão controladas (Is 32.2);
1.10.A adoração será unificada (Is 66.23; Zc 13.2).


CONCLUSÃO:
O milênio é apenas a preparação para o Reino Eterno de Deus. O Reino continuará para sempre, o tempo deixará de existir e toda a humanidade salva estará na eternidade com o Senhor Deus. Amém!!
________________________________________________________


EVANGELISMO – PARA QUE VADES E DEIS FRUTO
Jo 15.14-16


INTRODUÇÃO: O evangelizador faz parte da maior organização que existe na terra, a Igreja de Jesus, e possui o cargo de maior expressividade nesta organização, embaixador do reino de Deus, representante legal para anunciar as Boas Novas de Cristo Jesus.


I - UMA REALIDADE A SE OBSERVAR
1. O adversário cumpre cabalmente a sua tríplice missão de: “... roubar, matar e destruir... ao rodear a terra e passear por ela”, -Jo 10.10; Jó 1.7.
2. Nós, Igreja de Jesus, não podemos ficar de braços cruzados, -Lc 12.43.


II - PASSANDO POR TRÊS ESTÁGIOS
1. “vinde a mim” - Mt 11.28.
2. “aprendei de mim” - Mt 11.29; Mc 3.14;
3. “ide por todo o mundo” - Mc 16.15.


III - PARA QUE VADES E DEIS FRUTO
1. Fomos salvou e comissionados para uma missão: “para dar fruto”.
1.1. Em Atos 1.8, encontramos quatro pontos de alcance na evangelização:
1.1.1. Jerusalém;
1.1.2. Judéia;
1.1.3. Samaria;
1.1.4. Confins da terra.
2. Que tenhamos o mesmo sentimento de Paulo (Rm 1.16; 10.13,14; 1Co 9.16).

IV - DEFININDO O EVANGELHO
1. Podemos resumir o evangelho, ou Boas Novas, nos seguintes sentidos:
1.1. Sentido histórico - Lc 19.10; Mt 20.28.
1.2. Sentido teológico - 1Co 15.3,4; Rm 4.25.
1.3. Sentido escatológico - Jo 14.2,3; At 1.9.



V - QUANDO EVANGELIZAR?
1. Em Eclesiastes 3.1 diz: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

1.1. No tocante à salvação, encontramos o inverso em 2Timóteo 4.2.
1.2. A qualquer hora e em qualquer lugar que houver uma alma sem Jesus. (2Co 6.2).
1.3. Não há tempo a perder, somos convocados a socorrer os pecadores. Tg 5.20; Pv 24.11 e Jd 22,23).


VI – O PREPARO PELA ORAÇÃO
1. A oração nos proporciona porta aberta à Palavra, (Cl 4.2-4).
2. Os primeiros cristãos oravam ao Senhor pedindo ousadia para falar a Palavra, (At 4.29-31).
3. Evangelizar sem o devido preparo pela oração, é pescar sem resultados. Ef 6.10,18).



VII – O PREPARO PELA PALAVRA
1. O pregador deve ser um homem de muitos livros, porém, um homem de um Livro só, a Bíblia.
2. Paulo fez algumas recomendações a Timóteo quanto ao estudo e meditação (1Tm 4.13; 2Tm 2.15).
3. O estudo nos prepara para responder a cada um acerca da esperança que há em nós, (Cl 4.6; 1Pd 3.15).


VIII – ESTRATÉGIAS PARA A EVANGELIZAÇÃO PESSOAL
1. Descobrir o ponto de contato é o meio mais eficaz na evangelização pessoas
1.1. Felipe: descobriu que o eunuco lia o profeta Isaias então fez uso deste ponto de contato, (At 8.30-35);
1.2. Paulo: Fez uso do escrito “AO DEUS DESCONHECIDO”, (At 17.16,23,24);
1.3. Jesus: A mulher samaritana foi tirar água do poço de Jacó, Jesus aproveitou o fato para falar-lhe da água da vida, (Jo 4.7-14).


IX – EVANGELIZAÇÃO DE CASA EM CASA
1. O apóstolo Paulo ensinava publicamente e de casa em casa (At 5.42; 20.20).
2. O livro de Atos apresenta algumas casas como extensão da igreja. (At 12.12).
3. Algumas questões relacionadas à evangelização nas casas:
3.1. Evitar os horários inconvenientes, como horário de refeição ou trabalho;
3.2. Sempre respeitar os direitos da família no lar;
3.3. Evitar desperdício de tempo com conversas extras e variadas;
3.4. Evitar local e horário de trabalho, salvo exceção.


X – A RECOMPENSA PELA OBRA REALIZADA
1. Haverá um julgamento para o cristão, quanto a dedicação e fidelidade para com a obra de Deus, (Hb 10.30; 2Jo 8).
2. Se a obra realizada foi para o Senhor, esta será recompensada; mas se para agradar ao homem, não haverá galardão, (1Co 3.13-15; Cl 3.23-25).
3. É preciso firmeza e constância para ser abundante na obra do Senhor. Deus não é injusto para esquecer-se do nosso trabalho, (1Co 15.58; Hb 6.10).


CONCLUSÃO:
Há três coisas pelas quais prestaremos contas ao Senhor:
Primeiro, da capacidade;
Segundo, do conhecimento;
Terceiro, da oportunidade.
“Cada coração com Cristo, um missionário; cada coração sem Cristo, campo missionário”, (Miss. Dick Hills).
_________________________________________________________


A PROVIDÊNCIA DIVINA
Mt 6.25-34


INTRODUÇÃO: Aprendemos nesta passagem de Mateus que Deus tem cuidado da sua criação, em especial dos seus servos. Ele tem maior cuidado com aqueles que o buscam, suprindo-lhes as necessidades na medida do correto posicionamento que se tem para com Ele. Nessa passagem Jesus aponta para os verdadeiros valores da vida cristã no tocante aos bens terrenos.

I – ASPECTOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA
1. Há pelo menos três aspectos da providência divina,
1.1. A Preservação: Sl 24.1;
1.2. A Provisão: Mt 6.31-33;
1.3. O Governo:Rm 16.20.


II – O CRENTE E A PROVIDÊNCIA DIVINA
1. Crer na providência divina leva ao contentamento. (Fp 4.11-13; 2Co 1.8,9)
2. O perigo do descontentamento. (Jó 1.20-22)


III – A PROVIDÊNCIA DIVINA EM RELAÇÃO ÀS POSSES
1. O crente deve ter o coração em Deus e não nas posses, posição ao poder. (Lc 12.15; Hb 13.5 )


I V – O SENHOR COMO O NOSSO PASTOR
1. O salmista descreve o cuidado do Senhor como nosso pastor. (Sl 23.1-4)
1.1. Ele é o Pastor que provê – v1;
1.2. Ele é o Pastor que alimenta – v2a;
1.3. Ele é o Pastor que guia – v2b;
1.4. Ele é o Pastor que dá refrigério – v3;
1.5. Ele é o Pastor que dá segurança – v4.


CONCLUSÃO: Devemos evitar todo e qualquer extremo, pois todo extremo é prejudicial. Não vivamos na ânsia por riqueza nem tão pouco no comodismo da pobreza. Se por um lado a vida não consiste na abundância do que se possui, por outro lado não possuir nada é ter a vida mais difícil no que diz respeito à sobrevivência e comodidade da família.
_________________________________________________________


A VIDA DO HOMEM DE DEUS
1Tm 6. 11-14

INTRODUÇÃO: A vida pública e privada de um homem de Deus deve estar em harmonia. Os homens deste mundo podem viver uma vida hipócrita impunemente, mas o homem de Deus nunca! Cada dia da sua vida significa um novo desafio a ser enfrentado e vencido.


I - SER UM HOMEM DE DEUS
1. O que mais dignifica um homem é ser ele reconhecido como um homem de Deus.
1.1. Ser homem não se limita em pertencer ao sexo masculino, mas em possuir as qualidades de caráter que o qualifica como tal 1Rs 2.1,2
1.2. O profeta Elizeu foi reconhecido e qualificado como: “um santo homem de Deus” – 2Rs 4.8,9
1.3. Ser um homem de Deus não o faz infalível, pois o mais justo dos homens está sujeito a pecar – Ec 7.20
1.4. O rei Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas cometeu o pecado de adultério. Davi se humilhou arrependido, então alcançou o perdão de Deus – 1Sm 13.13,14; 2Sm 12.13-16


II – O HOMEM DE DEUS E SUA VIDA ESPIRITUAL
1. A vida espiritual deve ser a primeira preocupação do homem de Deus
1.1.
A vida de oração
1.1.1. O sucesso na vida de um homem de Deus começa no secreto de seu quarto, quando ele fica a sós com Deus em oração – Mt 6. 6; Mc 1.35
2.1. O estudo da Palavra de Deus
2.1.1. A Palavra de Deus deve ser a regra de fé e prática na vida do homem de Deus. A Palavra o fará bem sucedido – Js 1.8; 2Tm 3.16,17
3.1. A busca da santificação
3.1.1. Sem a santificação não há como considerar alguém como homem de Deus. A santificação não é uma opção, mas uma obrigação em todas as áreas da vida – 1Tm 4.1-8; 1Pd 1. 14-16


III – O HOMEM DE DEUS E A SUA FAMÍLIA
1. A família é um projeto de Deus para o homem

1.1. Depois de Deus vem a família na vida de um homem – 1Tm 3.4; 5.8
1.2. Em relação à obra de Deus a família vem primeiro lugar – 1Tm 3.5; 1Co 7.32-34
1.3. Um homem honrado trabalha para a manutenção de sua casa e bem estar de sua família – Sl 128.1-4; 2Ts 3.10-12
2. O homem como sacerdote do lar
2.1. O homem de Deus deve empenhar-se em levar a sua casa ao compromisso de servir ao Senhor – Js 24.15
2.2. Os pais, principalmente o pai, tem o dever de ensinar os filhos na doutrina e admoestação do Senhor – Dt 6.6; Ef 6.4; 1Sm 3.12,13
Para pensar: “O cuidado da vida espiritual dos filhos revela o grau de espiritualidade dos pais”.
3. O homem de Deus e sua esposa
3.1. A criação da mulher veio suprir algumas necessidades da vida do homem – Gn 2.18,23
3.2. O homem Deve entender e honrar sua esposa como vaso mais frágil, para que a vida espiritual não seja prejudicada – 1Pd 3.7
3.3. A submissão da mulher deve ser uma resposta ao amor do marido para com ela – Ef 22.23
3.4. O homem quase sempre é irritadiço com a mulher. Só o amor pode levar o homem à moderação e a mulher à submissão – Cl 3.18,19
4. Homem e mulher interagem na vida sexual
4.1. Foi propósito de Deus deixar bem definido a questão do sexo na criação, Istoé, macho e fêmea para a união conjugal entre o homem e a mulher – Gn 1.27; 2.24,25
4.2. A relação sexual tem um padrão estabelecido pela criação e a natureza o comprova – Rm 1.26-28
4.3. Homem e mulher atendem as necessidades sexuais um do outro, ambos são interdependentes neste aspecto da vida – 1Co 7.1-9; 11.11,12
4.4. O casal deve manter a honra do matrimônio e a pureza do leito conjugal, evitando a prostituição por meio da fidelidade conjugal – Hb 13.4


IV – O HOMEM DE DEUS E AS FINANÇAS
1. A mordomia financeira através da economia e da administração é expressão de maturidade e fator de prosperidade
1.1. Economia não é sinônimo de mesquinhez, nem desperdício sinônimo de fartura – Pv 27.7. Jo 6.12,13
1.2. Ao contrário do sábio, o insensato desperdiça o tesouro – Pv 21.2
1.3. Jesus ensinou que é importante analisar as reais condições antes de realizarmos qualquer empreendimento – Lc 14.28-32
1.4. O dinheiro como fruto do trabalho suado e honesto, não deve ser gasto com o supérfluo que não traz real benefício nem satisfação – Is 55.2
2. Nossos entendimentos em relação ao dinheiro modal as nossas ações
2.1. Alguns vivem insatisfeitos com o que têm e sempre anseia por mais – Hc 2.9; Pv 28.20
2.2. No afã de enriquecer, muitos já naufragaram a fé, mas o homem de Deus deve fugir do amor ao dinheiro – 1Tm 6.9,10
2.3. Por falta de vigilância muitas pessoas se encontram presas na mão dos agiotas – Pv 22. 7
2.4. O homem de Deus honra ao Senhor com as suas rendas, procura sempre colocar o reino de Deus em primeiro lugar – Pv 3.9,10
2.5. Agur nos dar o exemplo de como deve ser a nossa atitude no tocante às posses – Pv 30.8,9


CONCLUSÃO: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6.8)
_________________________________________________________

O Crente e Sua Vida de Oração
Tg 5.13-18
Introdução:
A preocupação de Satanás é impedir o crente de orar. Ele rir-se de nossa atividade e zomba de nossa sabedoria, mas treme quando oramos. Portanto, como escreveu o apóstolo Paulo: “Orai sem cessar”

I - Por que devemos orar
1. Porque é um mandamento bíblico (Ef 6.18)
2. Porque Deus se compraz em responder (Mt 7.9-11)
3. Porque aprendemos a depender de Deus (1Sm 1.27)


II - Princípios Que Norteiam a Oração
1.Orando em nome de Jesus (Jo 14.13,14; 16.24)
2.Orando a Palavra (Mt 5.4,5)
3.Orando com fé (Hb 11.6)
4.Orando segundo a vontade de Deus (1Jo 5.14)
4.1. São duas as características da vontade de Deus:
4.1.1. Vontade Preceptiva (Permissiva)
4.1.2. Vontade Decretiva.
4.2. A extensão da vontade de Deus
4.2.1. A Vontade Soberana. (Dn 4.35)
4.2.2. A Vontade Moral. (2Tm 3.16,17)
4.2.3. A Vontade Individual. (Sl 32.8)

III - Oração, Uma Arma de Guerra
1. Orando a sós com Deus (Mt 6.6)
2. Combatendo em oração (Dn 10.11-14)
3. Orando no Espírito (1Co 14.14,15)
4. Obstáculos à oração
4.1. Iniqüidade e pecado. ( Is 59. 1,2)
4.2. Problemas na vida conjugal. (1Pd 3.7)
4.3. A oração egoística. (Tg 4.3)
5. A oração eficaz
5.1. Buscando com diligência. (Pv 8.17)
5.2. Guardando os mandamentos. (1Jo 3.22)
5.3. Sendo santo ao Senhor. (Sl 32.6)


IV - Orando com objetividade
1. Humilhando-nos em confissão (1Jo 1.8,9)
2. Exaltando a Deus em Adoração (Sl 95.6)
3. Expressando gratidão em ação de graças (Sl 103.1,2)
4. Representando outros em intercessão (1Tm 2.1,2)
5. Apresentando as necessidades em petição (súplica) (Mc 11.24)


Conclusão:
Mais que falar de oração devemos mesmo é orar em momentos oportunos e de modo apropriado. Embora não existam métodos para a oração esta deve ter princípios e sentido. Quando oramos alegramos o coração de Deus e aprendemos a confiar N’Ele.
_________________________________________________________

CONSERVANDO O FOGO DO ESPÍRITO
Lv 6.13; 1Ts 5.19

INTRODUÇÃO:
Precisamos conservar acesso o fogo do Espírito em nossa vida, mas, para tanto, se faz necessário alguns cuidados de nossa parte como veremos a seguir:

I – PRECISAMOS REMOVER AS CINZAS DO ALTAR
1. Cinzas: Pó ou resíduos da combustão de certas substâncias.
 1.1. Isto fala do desgaste, do cansaço e/ou indiferença com as coisas da vida espiritual. Já não é mais o mesmo que foi no passado – Rm 12.11
 1.2. A vida cristã autentica só é possível por meio da consagração pela santificação e conservação da unção do Espírito Santo em todo o tempo – Ec 9.8
 1.3. Somente o Espírito Santo é capaz de nos transformar em verdadeiros homens e mulheres de Deus – 1 Sm 10.6
 1.4. Mas, sem a nossa participação o fogo não voltará a acender; precisamos despertar do sono espiritual para então Cristo completar a obra em nós – Ef 5.14
 1.5. Com muita humildade e arrependimento de coração é que conseguiremos voltar às práticas das primeiras obras da vida cristã. Assim diz a Palavra:
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;” (Ap 2.5)


II – PRECISAMOS CONSERTAR O ALTAR
1. Consertar: Pôr em bom estado ou condição (o que estava danificado ou estragado); reparar, restaurar.
1.1. Foi esta a primeira atitude do profeta Elias ao desafiar os profetas de Baal, consertar o Altar:
Então Elias disse ao povo: Cheguem para mais perto de mim. Todos chegaram mais perto de Elias, e ele começou a consertar o altar do Senhor Deus, que estava derrubado.” (1Rs 18.30 - BLH)
 1.2. O altar hoje se refere a nós mesmos, ou ao nosso corpo como templo do Espírito de Santo. Pertencemos a Deus que nos comprou para si – 1Co 6.19,20
 1.3. Assim como no Antigo Testamento o povo de Deus apresentava o holocausto no altar ao Senhor, devemos hoje apresentar o nosso próprio corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus – Rm 12.1
 1.4. O salmista revela, já no seu tempo, qual era o verdadeiro sacrifício ao Senhor, ele disse:
Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Sl 51.17)


III – PRECISAMOS COLOCAR A LENHA NO ALTAR
1. Lenha: fragmentos de troncos de árvores reservados para servirem de combustível.
 1.1. A Palavra de Deus é clara ao afirmar que: “Sem lenha, o fogo se apagará...” (Pv 26.20a)
 1.2. Mas o que seria a lenha no plano espiritual? Destacaremos três principais tipos de lenha para o fogo espiritual da nossa vida:
A Palavra de Deus.
· Já dizia o salmista acerca da Palavra de Deus: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” (Sl 119.105)
· A Palavra é de Deus, nela nós encontramos tudo de que precisamos para a vida- 2Tm 3.16,17
A vida de oração.
· O crente deve orar em todo o tempo com toda a oração e súplica no espírito – Ef 6.18
 · A oração reservada acontece entre o crente e Deus somente. Foi o que nos ensinou Jesus ao dizer:
Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” - (Mt 6.6 - RA)
A prática do jejum.
· Nosso relacionamento com Deus não deve ser de qualquer jeito, Deus mesmo fala como deve ser:
Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.”( Jl 2.12)

· A igreja primitiva tinha o jejum como prática normal no servir ao Senhor. Isso dava lugar para o Espírito Santo lhes falar – At 13.2


IV – O FOGO ARDERÁ CONTINUAMENTE NO ALTAR
1. Este é o resultado final dos cuidados adotados na vida espiritual.
 1.1. A ordem bíblica é que sejamos cheios do Espírito. Trata-se de um encher contínuo, sempre devemos buscar nos encher – Ef 5.18
 1.2. Jesus disse que os sinais seguiriam aos que cressem; o que equivale ao fogo arder continuamente sobre o altar. Um desses sinais é “falarão novas línguas”.

1.3. Do alto, da parte de Deus, descia o fogo sobre o altar do holocausto. Jesus disse a seus discípulos:E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24.49)
 1.4. Em obediências às palavras do Senhor todos os discípulos ficaram em Jerusalém a espera da promessa do Pai. Então aconteceu o esperado:
Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2.14)
 1.5. O fogo continua ardendo continuamente, não ficou restrito ao tempo dos apóstolos; diz respeito aos dias atuais e é para todo aquele que aceita o chamado do Senhor – At 4.38

CONCLUSÃO:
Viver intensamente o fervor espiritual deve ser a meta de todo servo de Deus. Nunca devemos ficar satisfeitos com a nossa atual situação, mas sempre desejar mais do Espírito do Senhor. Portanto: “não apagueis o Espírito.”
_________________________________________________________

A IGREJA QUE AMA ENSINA
1Tm 3.16,17; 4.1-5
INTRODUÇÃO:
O ensinamento pode ser tanto na teoria como na prática; é ensinar a entender (ensinamento teórico) e ensinar a fazer (ensinamento prático). Quem para de crescer hoje, para de ensinar amanhã.

I - Seguindo o Exemplo de Esdras – Ed 7.10
1. Assim como Esdras, todo servo do Senhor deve ter as mesmas disposições em relação à Palavra de Deus, ou seja:
1.1. Disposto a conhecer a Palavra.
1.1.1. Como obreiro aprovado que maneja bem a Palavra – 2Tm 2.15
1.1.2. Toda a Escritura é inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir, corrigir, instruir em justiça. O conhecimento da Palavra nos leva à perfeição e nos prepara para as boas obras 1Tm 3.16,17
1.1.3. O salmista dizia ter mais entendimento do que todos os seus mestres, porque meditava nos mandamentos do Senhor – Sl 119.99
1.2. Disposto a obedecer a Palavra.
1.2.1. O cuidado do servo de Deus é duplo, ou seja: com a sua própria pessoa e com a doutrina bíblica – 1Tm 4.16
1.2.2. O apóstolo Paulo exercia a autodisciplina a fim de não ser reprovado em ter pregado e não ter ele mesmo vivido o que pregou – 1Co 9.27
1.3. Disposto a ensinar a Palavra.
1.3.1. Falando aos romanos acerca dos dons de servir, Paulo diz: “... se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b)
1.3.2. Com relação aos cinco dons ministeriais em Efésios 4.11, destacaremos o de pastor-mestre:
O Pastor. É aquele que alimenta e guarda as ovelhas. É vocacionado e dotado de conhecimento das Escrituras, capacitado para dirigir a igreja nas atividades espirituais, ministeriais e administrativas. Tem amor às ovelhas e a Palavra Jr 3.15
O Mestre. Na versão corrigida é doutor, Isto é, doutor no ensino da Palavra. Nem todos possuem capacidade para ensinar ou transmitir conhecimento. O mestre pode até não pastorear, mas o pastor deve sempre ensinar.
1.1.1. É indispensável que o líder (bispo, pastor) seja aplicado ao ensino. Deve ele ensinar sistematicamente os seus liderados – 1Tm 3.2b
1.1.2. O verdadeiro líder exerce tríplice função pedagógica, que é: “Ler, exortar e ensinar”, como orientou Paulo a Timóteo – 1Tm 4.13
1.1.3. Por último, é bom saber que para os mestres o juízo será maior. É o que nos revela Tiago em sua epístola:
“Meus irmãos, somente poucos de vocês deveriam se tornar mestres na Igreja, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com mais rigor do que os outros”. (Tg 3.1-BLH)

Obs.:Antes de ensinar a Palavra de Deus é nosso dever obedecê-la, mas para obedecer e ensinar é necessário conhecê-la”.

II- O Ministério da Palavra na Igreja
1. Só o genuíno ensino bíblico livrará a igreja das inovações e modismos atuais.
1.1. A igreja que fundamenta seus ensinamentos e a sua conduta na Palavra de Deus, ficará imune contra as heresias atuais. Sem o conhecimento bíblico surgem as meninices e corre-se o risco de aceitar falsas doutrinas. - Ef 4.11,15
1.2. O que fez a igreja primitiva crescer e permanecer firme nos seus propósitos espirituais, foi ela ter permanecido na doutrina dos apóstolos – At 2.42
1.3. A permanência na verdadeira fé dependerá de se buscar avaliar à luz da Palavra de Deus aquilo que é ensinado. Assim procediam os irmãos bereanos:
“E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (At 17.10,11)
1.1. O apóstolo Paulo afirma categoricamente que tudo que está escrito na Palavra é para o nosso ensino – Rm 15.4

CONCLUSÃO:
A igreja não pode perder a sua identidade como povo de Deus. Ela precisa pautar a sua vida segundo a vontade do Senhor expressa em Sua Palavra. Deus não desistiu de sua igreja por maior que sejam as faltas por ela cometidas. Deus a usa para glória de seu nome, restauração espiritual e emocional dos crentes e salvação do mundo.
_________________________________________________________