quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Infiltração dos modismos na igreja




Por: Pr. Levi Costa

Os modismos em nada edificam a igreja, mas com facilidade eles entram nela. Foi o que ocorreu na igreja da galácia, Paulo repreende os gálatas dizendo-se admirado de que logo após sua partida, estes tenham passado para “outro evangelho”, evangelho este que transtorna o verdadeiro evangelho de Cristo, Paulo condenou tal atitude (Gl 1.6-8).

Em outra ocasião, o mesmo apóstolo recomenda aos crentes que se afastem de homens fraudulentos que se infiltram na igreja com aparência de piedade, mas com ensinamentos contrários no intuito de tirar proveito da igreja (1Tm 6.3-5; 2Tm 3.5). a obra de Deus precisa de dinamismo, criatividade e estratégias, mas é preciso muito cuidado para não se incorrer em práticas estranhas e sem apoio das escrituras. O Senhor não aceita fogo estranho no culto que a Ele oferecermos a exemplo de Nabade e Abiú, que por esse motivo foram consumidos no mesmo momento (Lv 10.1,2). A orientação apostólica à igreja é que esta ofereça a Deus um culto racional – verdadeiro, genuíno, (Rm 12.1).

Em algumas igrejas há práticas que chegam a imitar praticas próprias do espiritismo, vejamos:

Caminhar sobre sal grosso;
Usar roupa branca em determinado culto;
Campanha do descarrego;
Oração forte contra olho gordo;
Oração forte para tirar o encosto;
Regressão espiritual, etc.

São usadas certas expressões que nada tem que ver com a terminologia bíblica, que são as seguintes: Canela de fogo, sapato de fogo, vassoura de fogo, entre outras mais.

Já em seu tempo, o apostolo Paulo temia que a igreja se desviasse da simplicidade cristã evangélica ao ouvirem uma pregação diferente daquela que os apóstolos pregavam que não apresentava o verdadeiro Cristo. diz Paulo: 

“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo. Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o toleram com facilidade.” (2Co 11.3,4 – NVI).

Superstição na igreja

A superstição é um sentimento religioso excessivo que leva à pratica de atos indevidos e absurdos. A Bíblia faz referencia à superstição religiosa no episódio de Paulo em Atenas: 

“E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;” (At 17.22 - a versão atualizada diz religiosos).

Hoje não é diferente quanto à superstição no seio da igreja como nos seguintes casos: 

Queimar papel com uma relação dos pecados cometidos. Os que adotam tal prática acreditam que precisam escrever todos os seus pecados em pedaços de papel para então jogá-los numa fogueira eliminando-os por completo ao queimar os papéis.

Deixar a Bíblia aberta no salmo 91. Nós devemos confiar de todo o nosso coração no Senhor do salmo, mas não no salmo em si. Como um livro, a Bíblia pode está fechada ou aberta, mesmo assim o anjo do Senhor acampa-se ao nosso redor e nos livra, quando fazemos do Senhor a nossa habitação como diz o salmo.

A valorização de objetos e símbolos. Incorporar objetos e símbolos ao culto cristão não passa de uma prática pagã cristianizada.

O Antigo Testamento é rico em tipologia, tendo como objetivo de tornar mais fácil a compreensão da comunicação da mensagem divina ao povo de Deus. A lei tinha apenas a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas (Hb 10.1). 

Os objetos usados em muitas igrejas evangélicas como parte do culto, têm se tornado verdadeiros amuletos, como o copo com água em cima do aparelho receptor que após a oração do “ungido” a água fica como que fluidificada. Rosas são ungidas e entregues ao povo que, por sua vez, leva para casa visando algum tipo de benesses. Carteiras de trabalho, fotos, roupas e outros objetos de uso pessoal são ungidos com óleo consagrado nos montes pelas madrugadas, o que traz uma sensação de unção.

Os casos de objetos usados no contexto bíblico são atos simbólicos de fé que constituem a exceção, não a regra; ocorriam espontaneamente, como no caso dos lenços de Paulo:

“De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.” (At 19.12). 

O apóstolo Paulo não mandou confeccionar lenços e aventais para usá-los na realização de milagres, eram apenas de uso pessoal.

Ainda que a Bíblia apresente figuras materiais para ilustrar a fé, especialmente no Antigo Testamento, temos no Novo Testamento a regra de que a fé vem ao ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). O problema consiste em irmos além do que está escrito, promovendo inovações da imaginação (1Co 4.6).